Dell acaba de vez com o home office
A Dell, gigante de tecnologia estadunidense, decretou o fim do home office e do trabalho híbrido para todos os funcionários da companhia no mundo, incluindo o Brasil. "A partir de 3 de março, todos os membros da equipe híbrida e remota que moram perto de um escritó...
A Dell, gigante de tecnologia estadunidense, decretou o fim do home office e do trabalho híbrido para todos os funcionários da companhia no mundo, incluindo o Brasil.
"A partir de 3 de março, todos os membros da equipe híbrida e remota que moram perto de um escritório da Dell trabalharão no escritório cinco dias por semana. Estamos aposentando a política híbrida a partir daquele dia", diz o e-mail enviado pela companhia com a assinatura do CEO Michael Dell.
De acordo com o site Business Insider, a empresa frisa na mensagem que “nada supera a velocidade da interação humana, onde uma conversa de 30 segundos substitui uma troca de e-mails que pode durar dias”.
Para os funcionários que moram longe, sem definir o conceito de "longe", a empresa permitirá a continuidade do trabalho remoto, mas promoções dependerão da aprovação de três líderes seniores, incluindo o vice-presidente.
Quem trabalha em campo continuará a passar cinco dias por semana com clientes e parceiros ou no escritório. A companhia ainda cita que futuras vagas não devem mais ser ofertadas para trabalhos remotos.
O comunicado ressalta que novas diretrizes serão tomadas a respeito e que a decisão visa manter a evolução dos negócios e oferecer maior qualidade a clientes e parceiros.
Michael Dell termina seu comunicado dizendo que está ansioso para ver todos de volta ao escritório, encerrando com um "Bem-vindos de volta".
Os funcionários da unidade de Eldorado do Sul, no estado do Rio Grande do Sul, também receberam o comunicado. Atualmente, a empresa emprega cerca de 3 mil pessoas no local e boa parte deverá voltar ao formato presencial.
Em setembro de 2024, a Dell já havia obrigado sua equipe global de vendas a retornar às atividades presenciais. O mesmo ocorreu com equipes de fabricação, engenheiros nos laboratórios, membros da equipe local e líderes.
A decisão encontrou resistência e insatisfação por parte dos funcionários. Muitos citaram a dificuldade de reorganizar a vida familiar para uma realidade que acreditavam não voltar a existir, incluindo o estresse do trânsito, a busca por vagas em creches e até a logística de mesas no escritório.
A Dell segue o caminho de outras grandes empresas que também aboliram o trabalho remoto, como Amazon, AT&T, JPMorgan e até o governo Trump, que, em um decreto no primeiro dia de mandato, determinou que todos os funcionários federais ocupassem seus cargos presencialmente.